O esporte é um grande aliado da sociedade na promoção de uma infância e juventude mais ativas. Em tempos marcados pelo excesso de telas e pelo sedentarismo, preocupa o número crescente de crianças e jovens que passam grande parte do tempo diante da televisão ou do celular, sem dedicar parte do lazer à prática esportiva. O esporte não apenas contribui para a saúde física, mas também fortalece aspectos emocionais e sociais, como o trabalho em equipe, a superação de desafios e o respeito ao próximo.
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Nesse contexto, a Escola Integrada surge como uma importante iniciativa para suprir essa lacuna, oferecendo aos alunos melhor qualidade de vida e tranquilidade às famílias que, muitas vezes, não dispõem de alternativas no contraturno escolar. Ao utilizar espaços ociosos das escolas, como salas e quadras, para atividades esportivas e culturais, o programa contribui para o desenvolvimento integral de crianças e jovens, potencializando suas habilidades físicas, cognitivas e sociais.
Dentro dessa perspectiva, a profissionalização das artes marciais torna-se um fator essencial para assegurar treinamentos de qualidade. O Projeto de Lei nº 3649/20, apresentado pelo deputado Júlio Cesar Ribeiro, propõe a regulamentação da profissão de instrutores e mestres de artes marciais, exigindo certificação e preparo adequados. A proposta busca garantir segurança aos alunos e elevar o padrão técnico do ensino.
A regulamentação pode resultar em maior valorização dos profissionais, além de criar um ambiente de aprendizagem mais seguro e eficiente. Também contribui para que os jovens sejam orientados por instrutores qualificados, ampliando suas oportunidades de desenvolvimento pessoal e, em alguns casos, de ingresso no esporte de alto rendimento.
Entretanto, o projeto apresenta pontos controversos. Críticos destacam que a exigência de certificações pode criar barreiras para mestres e professores vinculados a diferentes entidades nacionais e estaduais já existentes, as quais possuem autonomia administrativa garantida por lei. Além disso, o texto não contempla claramente a independência dessas entidades, sendo injusto reconhecer apenas uma como representante máxima de cada modalidade, considerando a pluralidade de federações e ligas atuantes no país.
Outro aspecto relevante da profissionalização é a proposta de criação do Conselho Nacional das Artes Marciais (CONAM), prevista no Projeto de Lei nº 3661/20. O objetivo é organizar, fiscalizar e coordenar a profissão, promovendo a unificação de normas, políticas públicas específicas e a realização de programas de treinamento e eventos em âmbito nacional.
Apesar dos benefícios, a criação de um conselho também gera preocupações, como o aumento da burocracia e o risco de centralização de poder em grandes entidades. Tal cenário pode prejudicar federações menores e gerar conflitos, especialmente nos estados onde coexistem mais de uma federação ou liga da mesma modalidade.
A integração dessas políticas ao ambiente escolar, como ocorre no modelo de Escola Integrada, representa um caminho promissor. Ao incentivar a prática regular de esportes, incluindo as artes marciais, a escola amplia seu papel, tornando-se um espaço de formação integral. Além do desenvolvimento físico, os alunos assimilam valores como disciplina, cooperação e resiliência, competências fundamentais para a vida adulta.
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Nesse sentido, torna-se igualmente importante a unificação curricular das modalidades, definindo de forma clara os conteúdos técnicos a serem ensinados em cada graduação.
Caberia ao diretor técnico ou mestre responsável a decisão de acrescentar técnicas complementares, sem desrespeitar a base curricular unificada em cada graduação em seu grupo de atuação e ensino.
Essa proposta permitiria que as federações estaduais atuassem como verdadeiras escolas de artes marciais, orientando o conteúdo a ser aprendido em cada faixa, respeitando o tempo mínimo de graduação, a idade e os critérios técnicos exigidos para a progressão.
Em síntese, a inserção das artes marciais nas escolas, por meio dos programas de Escola Integrada, traria benefícios amplos, alcançando alunos, famílias, profissionais e a sociedade como um todo.






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